quarta-feira, 3 de março de 2010

SPFW












Cavalera
Cavalera em ritmo punk-rock-glam


O metal pesado da Mix Hell, banda capitaneada por Iggor Cavalera e a mulher, Layma Leyton, conferiu ritmo rocker ao desfile da Cavalera, que abriu o line up deste São Paulo Fashion Week. O cenário, a Galeria do Rock, reforçou o mood da coleção, centrada numa paleta escura, com predominância de pretos em nuances variadas de acordo com o tecido – o jeans, por exemplo, ganhou lavagem “empretecida”, como a marca denomina o efeito obtido com fuligem e resina.

É um inverno rico em texturas e modelagens, apesar do tom nonchalant. Renda de algodão, lã fria com seda e sarjas exibem superfícies ora metalizadas, ora bordadas manualmente, além de shapes contrastantes que têm em comum a técnica precisa da alfaiataria. Assim, o blazer boyfriend divide o mesmo guarda-roupa com o minivestido corseletado inspirado na cantora Rihanna. Microshorts e saias ganham cara de inverno graças a meias grossas e foscas. Paetês, metais redondos e estampas metalizadas finalizam o efeito punk-rock-glam proposto pelos estilistas Fabiano Graça e Igor de Barros. “É uma coleção comercial, sem que a gente de preocupe com o comercial. Nosso foco é o lifestyle”,explica a dupla. Não à toa, frequentadores assíduos da Galeria do Rock – incluindo o ex-Titãs Paulo Miklos, que estreou na passarela com a sensação de estar em casa – passearam tranquilamente entre os modelos.


Ellus
To jeans or not jeans

A Ellus está confortável em seu posicionamento de marca numero um do segmento de jeanswear nacional. Isso posto, fica fácil entender o desfile composto quase que 100% por um jeans encerado que Adriana Bozon mandou patentear, o leather denim. O efeito é tão fiel ao couro que a dúvida cruel “ser ou não ser (couro)?” norteou toda a apresentação – couro foi uma das poucas concessões ao tal jeans encerado.

O tema do inverno da Ellus, “roupa que protege” é “desculpa” para uma coleção sexy e pervertida de viés esportivo. As guerreiras urbanas da grife elegem microshorts, minissaias, tubinhos body-con, bomber jackets e parkas como peças-chave. As jaquetas e capas diversas crescem, aparecem e acabam virando vestidos, recurso que otimiza o uso das peças e apareceu de monte nas passarelas internacionais.

E para quem espera o desfile da Ellus para saber qual o shape de calça da vez (foram eles que hyparam o modelo boyfriend, lembram?), anote: a nova modelagem slim , de gancho baixo e perna afunilada, divide a cena com a super-skinny e a clochard.


Rosa Chá

Injeção de animo

Alexandre Herchcovitch cumpriu a promessa de fazer um desfile de moda praia ganhar representatividade em plena edição de inverno do SPFW. O cross over entre lingerie e esporte foi muito bem-sacado e teve nos bodies bicolores que mimetizam a cor da pele das modelos (inclusive das negras), o melhor momento. O jogo de mostra e esconde aparece em rendas que ora vêm sobrepostas, ora estampadas digitalmente, propondo um desafio e tanto para o olhar. Além da sintonia com os desejos de moda, as peças são ótimas bases de looks para serem usados com saias-lápis, trenchs e paletós de alfaiataria. Arrasou.





Triton

Liberdade e diversão na Triton

Em parceria com Lovefoxxx, da banda Cansei de Ser Sexy, Karen Fuke mergulha no universo lúdico e bem-humorado das meninas de Harajuku, bairro de Tokyo que espalhou pelo mundo a estética mangá fashion. Trata-se portanto de um desfile de looks individuais, onde a personalidade de cada menina, de cada produção, prevalece sobre qualquer tendência. Mas está presente, por exemplo, a influência do esporte em mochilas, pochetes, zíperes e modelagens dos casacos de moletom. O militar, outro tópico importante da temporada aparece em cintos e em uma linda jaqueta de paetês. O body conscious ou sexy é representado por bodies de segunda pele estampados com textura de tricô. Tudo muito divertido, abusado e antenado. Para se ligar que a Triton é uma marca teen que demarcou muito bem seu território neste inverno 2010.




Osklen
Inverno quadrado

Oskar Metsavaht decidiu que o mundo já tem muito glitz, glam e kitsch. Em sendo assim, levou às últimas conseqüências os conceitos de minimalismo, utilitarismo e esporte que despontaram na temporada de verão 2010 internacional e oferecem uma bem-vinda lufada de limpeza arquitetônica num momento em que o fast fashion desgastou as fórmulas brilho + sexo + kitsch.

A inspiração veio em dia com o zeitgeist interplanetário do recycle-chic. A Osklen fez um mélange de todas as suas coleções de verão passadas. Prints, formas e tecidos vieram daí. “É um desafio fazer inverno em uma marca reconhecida pelo lifestyle praiano num país tropical. Foi dessa dificuldade que nasceu o tema “, justificou Oskar em seu backstage. Ficaram supercool as poucas estampas: Vogue aprovou a tropical-dark, com megaflores em fundo preto, e a da paisagem cartão-postal do Rio de Janeiro (Prada fez no verão, lembram?).



Mas a epítome da coleção são mesmo as formas arquitetônicas. Maiôs, hotpants e vestidos de feltro (aquele chape camiseta que é marca registrada da grife) ganharam formas quadradas em 3D que deram vida a ombreiras, peitilhos, saias e mochilas. Bem boas as peças de tressê, sobretudo o body-armadura creme com que Carol Pantoliano fechou o desfile. Interessantes também os maxicasacos e vestidos longos de tricô de pontos largos e abertos, com pegada homeless mas resultado final elegante. Em um mimo as luvinhas com punho quadrado em alto relevo.


Iódice

Voo sobre a Amazônia

O tropicalismo que inspirou as coleções resort de importantes marcas internacionais aparece em conta-gotas no inverno 2010 brasileiro. A Iódice, primeira marca a desfilar nesta terça-feira, focou a tendência na Amazônia. Foi pesquisando usos, costumes e flora amazonense que Valdemar Iódice chegou às mulheres pássaros que “aterrissaram” na passarela montada no último andar do Shopping Iguatemi.

Com 100% dos looks compostos sobre leggings – tinham as de malha cirrê (com e sem brilho), as de renda de algodão in natura produzida em Maceió e as cobertas de paetês -, a coleção veio centrada em pretos e beges com passagens pelo laranja, amarelo-açafrão, branco e dourado. Minivestidos drapeados moldados em jérsei seco, mais fosco que a versão original do tecido, dominaram a primeira fase do desfile, enquanto o encerramento ganhou influências de militarismo e oscilou entre a sensualidade das amarrações tipo corset, a elegância do veludo e a sofisticação do couro certificado de crocodilo da Amazônia, usado em carteiras, sandálias e no poderoso coletinho da sequência final.


A marca usou ao máximo elementos conectados com a floresta para sustentar a temática. Plumas, sementes, palhas e couro de pescada amarela apareceram principalmente nos acessórios desenvolvidos pela designer Francesca Romana Diana. O toque final ficou por conta das luvas pretas usadas por todas as modelos. No saldo, Valdemar Iódice reforça a ênfase no mercado internacional ao apostar num viés brasileiro respaldado e em shapes e texturas em sintonia com a moda globalizada.


Gloria Coelho
Da fisica quantica a suavidade das plumas

Para falar do inverno 2010 de Glória Coelho é preciso voltar no
tempo, mais precisamente ao desfile deste verão. Ainda estão muito
presentes na memória dos fashionistas os vestidos-escultura com
faixas horizontais aerodinâmicas deslocadas do corpo.

Provando mais uma vez que é possível dar continuidade a um
pensamento de moda e que uma das vantagens da peça autoral é sua
longevidade no guarda-roupa, a estilista abriu o desfile de hoje
enfatizando esse mesmo shape, mas alternando o sentido das faixas de
cetim de seda off white e gelo. O contraponto entre transparente e
fosco (claro/escuro) foi outro recurso interessante.

Esse desdobramento ajudou a traçar paralelo dos looks com a lista -
sempre inusitada – de inspirações de Glória e, desta vez, também
com dois dos patrocinadores do desfile: o BMW Vision – carro
conceito que adianta o visual dos modelos esportivos no futuro – e
as placas que transformam raios solares em energia da Transsen e que
deram à passarela o cenário futurista perfeito para a apresentação
da coleção Macro e Micro (A Natureza Ama Esconder-se).

Do minimalismo vanguardista o desfile evoluiu para volumosas formas
orgânicas construídas em tule com fita honduras, para então chegar
à suavidade dos detalhes: “mil folhas” esvoaçantes e plumas dos
vestidos e casacos que fecharam o desfile. É como se Glória quisesse
nos mostrar que o futuro pode ser prático e ecologicamente correto
sem que a mulher precise perder feminilidade e doçura.



Colcci
Dois pesos, duas medidas


Com um time capitaneado pelo ator Cauã Raymond e pelas angels Alessandra Ambrósio e Izabel Goulart, a Colcci fechou o primeiro dia da edição inverno 2010 do São Paulo Fashion Week com a sua melhor coleção das últimas temporadas. A estilista Jessica Lengyel apostou (e acertou) no mix de materiais com pesos diferentes, cores envelhecidas obtidas com lavagens sucessivas e cartela chique e empoeirada, além de poucos e bons acessórios (luvas, meias grossas e boots) e comprimentos contrastantes (do shortindo ao saião). Usadas em todos os looks, camadas e mais camadas de peças com volumes e tecidos de pesos opostos construíram com perfeição a imagem dos andarilhos urbanos, tema desta coleção. Vale, aqui, abrir parênteses para o equilíbrio entre as linhas feminina e masculina.

O desfile foi dividido em duas partes. Na primeira, rosas e cinzas deram o tom a peças mais pesadas, com destaque para os ótimos tricôs, o couro manchado e os jeans tinturados e envelhecidos em lavanderia. Na sequência, veio o verde batizado de floresta, valorizado por tachas. Vestidos e blusas de babadinhos de tela de seda com peso-pluma mostraram-se perfeitas para o inverno tropical brasileiro. Já os tricôs handmade poderosos – cachecóis, xales e maxipulls – funcionaram como link para a coleção. A idéia é usá-los sobrepostos a peças mais leves. Missão idêntica possuem as pelerines e os ponchos de lã, enquanto a capinha e a bermuda de plástico transparente sugerem uma divertida solução para os momentos chuvosos – como o que pegou de surpresa os fashionistas no fim do desfile.



Gucci










Gucci ou Casa Gucci é uma grife de origem italiana, fundada por Guccio Gucci (1881-1953) em Florença em 1921. O sócio majoritário da empresa italiana é a holding francesa PPR.

Como outras grandes marcas, a Casa Gucci começou com a fabricação de peças de couro feitas artesanalmente pela família. Quase na falência, a direcção artística da marca italiana e de todo o grupo Yves Saint Laurent foi entregue a Tom Ford, que lhe atribuiu um novo look, jovem e chic, popularizando a marca por todo o mundo. Provavelmente devido a conflitos internos, Tom Ford retirou-se da Gucci em 2005 e assumiu uma marca própria. Gucci gerou US$ 7,7 bilhões das receitas mundiais em 2007, segundo a revista BusinessWeek e recofirmed- 46ª posição do ano anterior na revista anual do "Top 100 Brands" chart. Por esta razão, Gucci é a segunda maior marca de moda venda após a Louis Vuitton. O mais importante é que a Gucci é recordista mundial de vendas italianas. Gucci opera cerca de 425 lojas em todo o mundo e também vende seus produtos através de franqueados e de lojas de luxo. Hoje a marca Gucci, além de aclamada por muitos, participa dos principais eventos de moda do mundo.


Brasil

A Gucci têm duas lojas na América do Sul sendo as duas no Brasil, uma no Shopping Iguatemi São Paulo e a outra localizada na Daslu que fica na Avenida Chedid Jafet



D&G




Dolce & Gabbana, ocasionalmente abreviado como D&G, é uma internacionalmente famosa marca italiana de alta costura criada pelo estilista siciliano Domenico Dolce e pelo vêneto Stefano Gabbana, em Milão, na Itália.

A grife é muito popular entre estrelas como Madonna, Gisele Bündchen, Monica Bellucci, Ayumi Hamasaki, Isabella Rossellini e Kylie Minogue. Sua primeira loja foi aberta nos Estados Unidos em 1985 na cidade de Houston. Hoje as lojas estão espalhadas ao redor dos principais centros da moda do mundo, como Nova Iorque, Londres, Milão, Paris, entre outras.

É uma das mais renomadas grifes de moda do mundo, junto com Armani, Versace, Gucci, Prada e Louis Vuitton.

Dolce&Gabbana (escrita sem espaços, ao contrário do nome da empresa) é especializada em artigos de luxo, é mais influenciado por designers e é mais formal, respondendo às tendências de longo prazo. Fazem parte da sua linha de produtos: óculos de sol, camisas, bolsas, relógios, etc.

D&G

A D&G é uma linha um pouco mais casual, ela segue uma inspiração urbana e tenta definir tendências ao invés de segui-lás. É a linha mais jovem, e mais chamativa da marca. Entre seus produtos estão: relógios, celulares (Em 2005 e 2006, foi lançado uma linha limitada de 1.000 aparelhos Razar V3i D&Golden distribuido pela D&G boutiques e varejos da Motorola), etc.


Dolce & Gabbana no Brasil

A grife italiana chegou ao Brasil em 2004 com a inauguração do Shopping Iguatemi. Idealizado pelo arquiteto milânes Rodolpho Dordoni, o espaço permanece fiel ao conceito de 'loja caixa', tendo idéias arquitetônicas avançadas, como suas 100 lâmpadas penduradas no teto.

Calvin Klein








Calvin Richard Klein, nascido a 19 de Novembro de 1942, é um estilista estadunidense de origem judaica húngara. Calvin Klein é também o nome da marca de roupa comercializada pela sua empresa, inaugurada em 1968.

Calvin Klein é uma grife de sucesso presente há vários anos no mundo da moda. Com sua loja matriz em Nova York, nos Estados Unidos, a loja participa de várias semanas de moda, além de ser vista como uma marca de alto nível.

Fez parte do primeiro time de estilistas que desenharam à moda dos Estados Unidos no século 20. Formou-se no Fashion Institute of Technology, em 1962.

Durante os cinco anos seguintes, trabalhou para diversos confeccionistas especializados em costumes masculinos e casacos, até que em 1968 resolveu abrir seu próprio negócio.

Klein vendia suas roupas em pequenas quantidades para grandes lojas de departamentos, e foi em uma delas, a Bonwit Teller, que recebeu sua primeira grande encomenda: um alto executivo da casa o viu empurrando pelo corredor uma arara de roupas, gostou do que viu e fechou um negócio de US$ 50 mil. A partir daí, ele foi se aperfeiçoando na arte de confeccionar roupas masculinas, especialmente paletós, casacos e blazers. Logo, fazia também roupas para as mulheres.

Suas linhas clássicas e suaves começaram então a aparecer em coleções sportswear. Cada novo lançamento seu transformava-se em sucesso. Com a sobriedade como sua marca registrada, ele foi caminhando para uma criação cada vez mais sofisticada, sempre respeitando os conceitos de harmonia de proporções. Com os jeans, Calvin Klein tornou-se um verdadeiro mito - ter um ‘Calvin’ passou a ser um sonho mundial de consumo.

Seus negócios bilionários incluem, hoje em dia, além de roupas masculinas e femininas de grande classe e atualidade, muito copiadas em todo o mundo, uma vasta linha de acessórios, na qual se destacam, além dos perfumes Eternity e Obsession, outros como Escape e CK One.



Yves Saint Laurent










Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent , foi um estilista francês e um dos nomes mais importantes da alta-costura do século XX.

Nascido na Argélia, então possessão francesa, St. Laurent era filho do presidente de uma companhia de seguros e seu gosto pela moda lhe foi despertado pela mãe. Aos 17 anos, deixou a casa dos pais para trabalhar com o estilista Christian Dior, de quem herdou o controle criativo da casa Dior após a morte de seu mentor em 1957, com apenas 21 anos de idade, e assumiu o desafio de salvar o negócio da ruína financeira.

Um dos símbolos máximos da sofisticação e do bom gosto em moda por quase quatro décadas, amigo de algumas das mais ricas e famosas mulheres do mundo, todas suas clientes como Diane von Furstenberg, Loulou de La Falaise e Catherine Deneuve, St Laurent, com a parceria administrativa de Bergé, transformou a YSL num ícone da moda, que apresentou mais de setenta coleções de alta-costura e lançou uma infinidade de produtos que levam sua marca e são vendidos em toda parte do mundo.

Em janeiro de 2002, o estilista anunciou que estava deixando o mundo da moda durante a apresentação de um desfile seu, que trazia uma retrospectiva de todas suas criações, ao longo de seus quarenta anos de carreira.

St. Laurent morreu em Paris, diagnosticado com câncer cerebral, às 23h10min de 1 de junho de 2008.